Fecundação
O gameta feminino ao sair do ovário ainda é um ovócito, estágio que antecede a fase de óvulo propriamente dita.
Fecundação ou fertilização é o encontro de um espermatozoide com um ovócito seguido da fusão dos respectivos núcleos, cariogamia.
Na espécie humana, como em todos os mamíferos, a fecundação é interna. Essa característica está associada à realização do ato sexual, durante o qual os espermatozoides são lançados na vagina. Como são móveis, os espermatozoides se deslocam em direção às tubas uterinas para chegar ao útero. Nessa viagem, muitos deles são eliminados. Os que sobram, caso encontrem um ovócito em uma das tubas, envolvem-no, porém apenas um consegue fecundá-lo.
Logo após ter sido fecundado, o ovócito passa a ser uma célula-ovo ou zigoto, que começa a se dividir, dando início à formação do embrião. Após cerca de 7 dias, o embrião já é uma esfera, que se fixa na parede do útero (nidação).
Nidação
A fixação do embrião na parede interna do útero leva à formação da placenta, um “encaixe” entre os tecidos do útero e do embrião e uma exclusividade da maioria dos mamíferos.
A placenta forma o hormônio gonadotrofina coriônica. Este ativa o corpo-lúteo a produzir, em quantidades moderadas, no início da gravidez, a progesterona, que mantém o embrião e seu desenvolvimento.
Depois desse período, o corpo-lúteo cicatriza e a continuidade da gestação é garantida pela produção, em quantidades enormes, de progesterona.
Gestação e Nascimento
O processo de crescimento e desenvolvimento do embrião dura cerca de 40 semanas e termina com o nascimento da criança. Nesse processo ocorrem divisões celulares que determinam o aumento do número de células e diferenciações celulares que levam ao aparecimento dos tecidos, órgãos e sistemas.
Período embrionário
Nos dois primeiros meses de gestação, o embrião passa de um tamanho de 0,1 mm a 3 cm e massa pouco acima de 1g.
Os olhos começam a ser formados, o coração começa a funcionar, braços e pernas começam a ser definidos, assim como om sistema nervoso.
Na oitava semana, no final do período embrionário, o embrião já possui forma humana e passa a ser chamado de feto.
Período fetal
O período fetal vai do terceiro ao nono mês de gestação. No fim do terceiro mês, o sexo já está definido. Todos os órgãos já estão formados aos cinco meses. O feto começa a se mexer dentro do útero e mede cerca de 30 cm.
No fim do sexto mês, os olhos abrem e fecham. Um nascimento prematuro é possível, mas precisa de cuidados especiais.
No fim do nono mês, cerca de 38 a 40 semanas, o feto, com aproximadamente 50 cm e 3 Kg está pronto para nascer e ter vida independente.
Anexos embrionários
Paralelamente ao desenvolvimento do embrião, formam-se estruturas especiais, denominadas anexos embrionários. Um desses anexos é o âmnio, conhecido popularmente por bolsa d’água, onde o embrião fica mergulhado. Assim, ele não sofre ação de choques e movimentos bruscos, nem corre o risco de desidratação.
Outro anexo importante é a placenta, que faz o intercâmbio entre mãe e embrião ou feto. Por ela o embrião, depois o feto, recebe alimento e elimina substâncias tóxicas.
Nascimento
Sob a ação da ocitocina, hormônio produzido pela hipófise, as paredes do útero se contraem e expulsam o feto para o meio exterior, após o rompimento do âmnio. É o parto, no qual a cabeça sai primeiro, forçando o colo do útero e a vagina, que sendo bastante elásticos, se dilatam e deixam a criança passar.
Após o nascimento, as glândulas mamárias da mãe passam a produzir leite, com o qual o recém-nascido se alimenta. A secreção de leite também está sob controle da hipófise, que produz prolactina, hormônio estimulante das glândulas mamárias.
Gêmeos
Caso dois óvulos sejam fecundados, cada um por um espermatozoide, formam-se dois zigotos e dois embriões. Cada feto terá sua placenta e sua bolsa d’água. O sexo das duas crianças poderá ou não ser o mesmo. São os gêmeos bivitelinos ou dizigóticos.
Muito mais rara é a separação do zigoto que dá origem a dois embriões. Os dois fetos podem se ligar à mãe pela mesma placenta e bolsa d’água ou placentas e bolsas d’águas diferentes, porém sempre possuem o mesmo sexo. São gêmeos univitelinos ou monozigóticos.
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