sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Reino Plantae - 7º ano

Classificação das Plantas

        As principais características usadas para classificar as plantas e quatro grandes grupos são as seguintes:

        •Presença de vasos condutores
Há vasos condutores que transportam água e sais minerais para as folhas e outros que transportam água com substâncias orgânicas, sintetizadas pela planta. A água com sais minerais é chamada de seiva bruta e água com substâncias orgânicas é a seiva elaborada.

        •Formação de sementes
As sementes tornam a dispersão das plantas um processo mais seguro e eficaz. Elas são carregadas pelo vento ou pelos animais.

        •Formação de frutos
Os frutos se formam a partir de flores. Gimnosperma significa semente nua, pois como não têm flores, as gimnospermas não possuem frutos e as sementes se formam nas pinhas. Angiosperma quer dizer semente coberta, protegida dentro do fruto. As sementes que se formam dentro dos frutos são espalhadas principalmente por animais que se alimentam dos frutos.

        Todas as plantas apresentam funções vitais semelhantes: realizam trocas gasosas com o ar exterior, precisam de luz e substâncias inorgânicas simples para viver, reagem a estímulos e se reproduzem.

As plantas e a fotossíntese

        As plantas sintetizam seu próprio alimento através da fotossíntese.
        O termo fotossíntese significa “síntese por meio de luz”. Os seres fotossintetizantes são capazes de produzir glicose (açúcar) a partir de gás carbônico e água, tendo luz solar como fonte de energia.
        Os produtos da fotossíntese (glicose e derivados), junto com substâncias inorgânicas obtidas do solo, são processados pelas células vegetais dando origem a uma variedade de outras substâncias que elas necessitam (outros açúcares, proteínas, gordura e ácidos nucléicos. Essas substâncias mantêm a vida da planta e garantem seu crescimento.
        A fotossíntese pode ocorrer em qualquer parte do corpo da planta que possua célula com clorofilas vivas e esteja exposta à luz. Mas as folha são as principais responsáveis pela fotossíntese. Além de serem formadas por células ricas em clorofila, sua forma laminar e sua disposição no corpo da planta permitem maior eficiência na absorção da energia luminosa e maior facilidade para trocas gasosas.

Absorção de água e sais minerais

       Além de participar da fotossíntese, a água mantém as plantas eretas, por isso sem água a planta murcha.
       A água é o meio de transporte para a entrada e a circulação dos sais minerais no corpo da planta. Sem esses sais, ela não vive.
       A água com sais minerais entra na planta pelas raízes, na região de pelos absorventes, que são finos e permeáveis. As plantas desprovidas de raízes absorvem água e sair por qualquer ponto da superfície do corpo.

Trocas gasosas

       A respiração celular e a fotossíntese exigem a troca constante de gases da planta com o ar exterior.
       Os musgos têm poros que permitem a entrada de água e gases. As samambaias, os pinheiros e as plantas com flores têm estômatos formados por células especiais. Pelos estômatos entra o gás carbônico e sai o oxigênio e entra e sai vapor de água.
       Os estômatos se abrem e fecham de acordo com as circunstâncias. Se há escassez de água, eles se fecham, impedindo a perda de água.
       Na maioria das plantas, a abertura e fechamento dos estômatos dependem também da luminosidade. Como o aumento da insolação acelera a perda de vapor de água, as plantas costumam fechar os estômatos como medida econômica. É o que acontece, por exemplo, ao meio-dia, quando a insolação é maior.
       As plantas subaquáticas absorvem oxigênio dissolvido na água, cuja quantidade é baixa. Plantas que vivem na superfície da água possuem flutuadores, estruturas capazes de armazenar ar, fazendo a planta flutuar.
       Algumas plantas terrestres apresentam estruturas especiais no caule e na raiz, que facilitam as trocas de gases com o ar. Plantas do mangue por exemplo, têm raízes que saem do solo lamacento. Essas raízes são tubos esponjosos, formados por muitos espaços que se abrem para a atmosfera por meio de poros: os pneumatóforos.

Transporte de materiais

       Água e sais minerais absorvidos pelas raízes chega até as folhas, onde são usados na produção de compostos orgânicos que são distribuídos a todas as células da planta. Para efetuar esses transporte, as pteridófitas, gimnospermas e angiospermas possuem sistemas de tubos, ou vasos, pelos quais circulam os materiais dentro da planta.
       A água com sais minerais absorvidos pelas raízes (seiva bruta) percorre os vasos lenhosos (xilema), que são longos e finíssimos tubos cercados por lignina, substância de grande resistência.
       O material orgânico misturado à água forma a seiva elaborada, que é distribuída a todos os órgãos da planta pelos vasos liberianos (floema) formados por uma sequênciade células alongadas que apresentam poros em suas paredes.
Nas briófitas não há sistema vascular especializado. Nelas, o transporte de matéria ocorre lentamente, célula a célula, por toda a planta.

Reprodução

        A reprodução das plantas por meio de esporos é assexuada, pois depende apenas de divisões sucessivas de uma única célula. Já a formação de gametas e a fecundação caracterizam a reprodução sexuada.
       Todas as plantas se reproduzem dessas duas formas, que ocorrem dentro de um mesmo ciclo vital. Cada espécie de planta alterna uma geração que se reproduz sexuadamente com outra assexuadamente. Esse fenômeno é conhecido como alternância de gerações.
        O ciclo vital de todas as plantas se realiza com alternância de gerações.
        •Reprodução Sexuada: o gametófito produz gametas que formam o esporófito.
        •Reprodução Assexuada: o esporófito produz esporos que formam o gametófito.
O tamanho e a duração relativa das fases do gametófito e esporófito variam de acordo com o grupo vegetal.
A dispersão dos esporos e as formas de encontro dos gametas também se diferenciam entre os grupos. Essas características representam adaptações que tornaram possível a propagação dos vegetais nos diversos tipos de hábitats terrestres.

Briófitas

        São plantas de pequeno porte e organização simples. Seus representantes mais conhecidos são os musgos e as hepáticas, que não ultrapassam alguns centímetros de altura.
       O corpo das briófitas é formado por estruturas semelhantes a folhas, caules e raízes das plantas de grande porte. Mas que não possuem vasos condutores. Tais estruturas são chamadas filídios, caulídios, e rizoide, respectivamente.
       Os musgos crescem como pequenos talos eretos sobre rochas, troncos ou o solo.
As hepáticas crescem como folhas compridas contra o substrato.
       Assim como as demais plantas, as briófitas realizam seu ciclo vital em duas gerações: uma sexuada que produz gametas e outra assexuada, que produz esporos.
       No caso das briófitas, o gametófito é a geração permanente, que faz fotossíntese. O esporófito, a geração temporária, forma-se sobre o gametófito feminino e dele obtém alimento.
       O gameta feminino, a oosfera, é imóvel, e o gameta masculino flagelado, o anterozoide, é móvel.
       A fecundação só ocorre se houver um meio líquido que permita a locomoção do anterozoide até a oosfera. Por isso, a reprodução sexuada das briófitas depende da água.
       Da fecundação, origina-se um zigoto que se desenvolve sobre o gametófito e forma um esporófito. Depois de algum tempo, produz esporos que germinam, gerando novos gametófitos.

Ecologia e diversidade

As diferentes espécies de briófitas são abundantes em florestas tropicais, como a Mata Atlântica.
É difícil encontrar indivíduos isolados: os musgos e as hepáticas sempre formam grandes aglomerados em locais úmidos, madeiras, rochas e solo.
     Os “tapetes” de musgos que crescem sobre o solo são importantes na proteção contra a erosão.
     O tamanho e a distribuição das briófitas são influenciados pela ausência de um sistema vascular especializado e pela necessidade de água para fecundação. O transporte de líquidos é feito de célula para célula. Como esta forma é lenta e limitada, o porte elevado torna-se desvantajoso. Por isso, a maioria das briófitas tem apenas alguns centímetros de altura. Elas também só prosperam em locais com muita umidade.

Pteridófitas

       São mais complexas que as briófitas, pois apresentam vasos condutores e folhas verdadeiras. Elas estão restritas a ambientes úmidos e sombreados e não apresentam flores, frutos ou sementes.
       As samambaias e as avencas são os exemplos mais comuns de pteridófitas.
       Seu caule é geralmente subterrâneo e horizontal, chamado de rizoma.
       A samambaiaçu é uma exceção, pois apresenta caule aéreo, conhecido como xaxim. Elas estão em risco de extinção porque o xaxim é um recurso natural muito utilizado na confecção de vasos para plantas, apesar de seu comércio ser proibido por lei.
       Muitas pteridófitas são usadas como plantas ornamentais. Algumas, como os brotos de samambaia-das-roças, são usadas na alimentação.

Ciclo reprodutivo das pteridófitas

       Assim como as demais plantas, as pteridófitas apresentam ciclo reprodutivo co duas fases: sexuada, com produção de gametas e a fase assexuada, com produção de esporos (estruturas de dispersão). A fase predominante é a assexuada.
      Exemplificando através da samambaia, observa-se a presença de vários pontos escuros na superfície inferior da folha, os soros. Surgem na planta quando está em fase de reprodução. No interior de cada soro existem inúmeros esporos. Esses, quando amadurecem, podem cair em solo úmido e germinar, dando início à fase sexuada. Nessa fase ocorre a formação do prótalo, que é hermafrodita, e produz gametas femininos e masculinos. A união dos gametas depende da presença de água, e quando ocorre, há a formação e desenvolvimento de um embrião que originará uma nova samambaia.

Plantas com sementes

       Nesse grupo estão as gimnospermas e angiospermas.

Gimnospermas

      Vivem preferencialmente em regiões de clima frio ou temperado. Exemplos brasileiros são a araucária e o pinheiro-bravo.
      Uma das grandes novidades evolutivas das gimnospermas foi a independência da água para a reprodução.
      O nome gimnosperma vem do grego gymnos = nu; sperma = semente. As sementes das gimnospermas são nuas, pois não há produção de frutos. Essas sementes abrigam o embrião, proporcionando-lhe proteção e nutrição, garantindo o seu desenvolvimento até o surgimento de folhas novas.

Ciclo reprodutivo das gimnospermas

       Podem apresentar indivíduos de sexos separados ou serem hermafroditas.
      Apresentam estruturas reprodutivas chamadas estróbilos. Os estróbilos masculinos produzem o grão de pólen, que, em contanto com o estróbilo feminino, dá origem ao tubo polínico. Durante a formação do tubo polínico, uma das células do grão de pólen forma o gameta masculino, que desce pelo tubo até o ovário, onde ocorre a fecundação com o gameta feminino, o óvulo.

Angiospermas

       São as plantas mais comuns e abundantes que existem, sendo encontradas em vários hábitats. Podem ser herbáceas (como o trigo), arbustivas (como o cafeeiro) ou arbóreas (como o ipê).
      Essas plantas apresentam vasos condutores de seiva: que facilitam o transporte de água e nutrientes; flores: que auxiliam na reprodução e frutos: que protegem as sementes.

Ciclo reprodutivo das angiospermas

       Podem-se distinguir seis etapas principais no processo de reprodução das angiospermas: a polinização, a formação do tubo polínico, a fecundação, a formação de frutos, a dispersão e a germinação das sementes.
      •Polinização e formação do tubo polínico: vento, insetos, aves e morcegos transportam o grão de pólen de uma flor a outra, ou da parte masculina para a feminina da mesma flor. Após a chegada do grão de pólen, ocorre a formação do tubo polínico, que possibilita que o gameta masculino encontre o gameta feminino.
      •Fecundação: união da oosfera (gameta feminino) com o núcleo espermático (gameta masculino).
      •Formação de frutos: a união dos gametas origina as sementes. O ovário da flor desenvolve-se formando o fruto.
      •Dispersão das sementes: os frutos podem ser comidos por animais e as sementes eliminadas junto com as fezes em outros locais.
      •Germinação das sementes: a maioria dos frutos maduros desprende-se da planta e libera as sementes. Essas caem no solo e podem germinar, originando uma nova planta.

Plantas aquáticas e terrestres

       As plantas, assim como todos os outros seres, começaram por se desenvolver na água, e só muito depois desenvolveram-se em terra.
       Existem várias diferenças entre as plantas aquáticas e as plantas terrestres,tanto em estrutura como em funcionalidades.
      As plantas aquáticas são plantas de ecossistemas aquáticos , em geral nos rios, lagos, em águas doces e lagoas.
      As plantas aquáticas são mais flexíveis e podem resistir ao vento e aos animais locais, porém, condições mais extremas como tempestades e a entrada de animais maiores dentro desse meio, podem facilmente destruir estas plantas.
      As plantas terrestres têm uma reprodução assexuada ou agâmica,esse tipo de reprodução acontece através de unidades da planta.
A sua constituição : As plantas terrestres são multicelulares, realizam fotossíntese e possuem clorofila a e b .

Reprodução Humana - 8º ano

        A reprodução garante a continuidade da espécie. Sendo a reprodução humana sexuada, ela depende da participação de dois parceiros de sexos diferentes. Realizado o ato sexual e estando a mulher no período fértil, geralmente ocorrer a fecundação.

Fecundação

        O gameta feminino ao sair do ovário ainda é um ovócito, estágio que antecede a fase de óvulo propriamente dita.
        Fecundação ou fertilização é o encontro de um espermatozoide com um ovócito seguido da fusão dos respectivos núcleos, cariogamia.
        Na espécie humana, como em todos os mamíferos, a fecundação é interna. Essa característica está associada à realização do ato sexual, durante o qual os espermatozoides são lançados na vagina. Como são móveis, os espermatozoides se deslocam em direção às tubas uterinas para chegar ao útero. Nessa viagem, muitos deles são eliminados. Os que sobram, caso encontrem um ovócito em uma das tubas, envolvem-no, porém apenas um consegue fecundá-lo.
        Logo após ter sido fecundado, o ovócito passa a ser uma célula-ovo ou zigoto, que começa a se dividir, dando início à formação do embrião. Após cerca de 7 dias, o embrião já é uma esfera, que se fixa na parede do útero (nidação).

Nidação

        A fixação do embrião na parede interna do útero leva à formação da placenta, um “encaixe” entre os tecidos do útero e do embrião e uma exclusividade da maioria dos mamíferos.
        A placenta forma o hormônio gonadotrofina coriônica. Este ativa o corpo-lúteo a produzir, em quantidades moderadas, no início da gravidez, a progesterona, que mantém o embrião e seu desenvolvimento.
        Depois desse período, o corpo-lúteo cicatriza e a continuidade da gestação é garantida pela produção, em quantidades enormes, de progesterona.

Gestação e Nascimento

        O processo de crescimento e desenvolvimento do embrião dura cerca de 40 semanas e termina com o nascimento da criança. Nesse processo ocorrem divisões celulares que determinam o aumento do número de células e diferenciações celulares que levam ao aparecimento dos tecidos, órgãos e sistemas.

Período embrionário

        Nos dois primeiros meses de gestação, o embrião passa de um tamanho de 0,1 mm a 3 cm e massa pouco acima de 1g.
        Os olhos começam a ser formados, o coração começa a funcionar, braços e pernas começam a ser definidos, assim como om sistema nervoso.
        Na oitava semana, no final do período embrionário, o embrião já possui forma humana e passa a ser chamado de feto.

Período fetal

        O período fetal vai do terceiro ao nono mês de gestação. No fim do terceiro mês, o sexo já está definido. Todos os órgãos já estão formados aos cinco meses. O feto começa a se mexer dentro do útero e mede cerca de 30 cm.
        No fim do sexto mês, os olhos abrem e fecham. Um nascimento prematuro é possível, mas precisa de cuidados especiais.
        No fim do nono mês, cerca de 38 a 40 semanas, o feto, com aproximadamente 50 cm e 3 Kg está pronto para nascer e ter vida independente.

Anexos embrionários

        Paralelamente ao desenvolvimento do embrião, formam-se estruturas especiais, denominadas anexos embrionários. Um desses anexos é o âmnio, conhecido popularmente por bolsa d’água, onde o embrião fica mergulhado. Assim, ele não sofre ação de choques e movimentos bruscos, nem corre o risco de desidratação.
        Outro anexo importante é a placenta, que faz o intercâmbio entre mãe e embrião ou feto. Por ela o embrião, depois o feto, recebe alimento e elimina substâncias tóxicas.

Nascimento

        Sob a ação da ocitocina, hormônio produzido pela hipófise, as paredes do útero se contraem e expulsam o feto para o meio exterior, após o rompimento do âmnio. É o parto, no qual a cabeça sai primeiro, forçando o colo do útero e a vagina, que sendo bastante elásticos, se dilatam e deixam a criança passar.
        Após o nascimento, as glândulas mamárias da mãe passam a produzir leite, com o qual o recém-nascido se alimenta. A secreção de leite também está sob controle da hipófise, que produz prolactina, hormônio estimulante das glândulas mamárias.

Gêmeos

        Caso dois óvulos sejam fecundados, cada um por um espermatozoide, formam-se dois zigotos e dois embriões. Cada feto terá sua placenta e sua bolsa d’água. O sexo das duas crianças poderá ou não ser o mesmo. São os gêmeos bivitelinos ou dizigóticos.
        Muito mais rara é a separação do zigoto que dá origem a dois embriões. Os dois fetos podem se ligar à mãe pela mesma placenta e bolsa d’água ou placentas e bolsas d’águas diferentes, porém sempre possuem o mesmo sexo. São gêmeos univitelinos ou monozigóticos.

Sexualidade e Reprodução - 8º ano

Sistema Genital

        Ao contrário dos demais sistemas do corpo humano, o sistema genital apresenta acentuadas diferenças entre homem e mulher.

Sistema genital masculino

        A participação do homem na função de reprodução consiste na produção e na emissão de gametas (células sexuais) masculinos móveis, os espermatozoides.
A produção de espermatozoides, ou espermatogênese, é garantida pelos testículos. Cada testículo possui numerosos túbulos seminíferos com diâmetro de 140 μm a 300 μm e comprimento de 30 mm a 60 mm.
        Na parede dos túbulos seminíferos ocorrem divisões celulares e as células resultantes se diferenciam em espermatozoides imóveis, Dos túbulos seminíferos, os espermatozoides são encaminhados para o epidídimo, ode atingem a fase de maturação e ganham motilidade.
A testosterona, hormônio sexual masculino, é secretada por células que ficam entre os túbulos seminíferos, conhecidas como células intersticiais do testículo. A produção de testosterona é estimulada pelo hormônio luteinizante (LH), produzido pela hipófise.
        O hormônio foliculestimulante (FSH), também produzido pela hipófise, promove a espermatogênese.
        As glândulas anexas do sistema genital (vesículas seminais e próstata) elaboram o líquido seminal que constitui, com os espermatozoides, o esperma. Este é dirigido para a uretra, por meio da qual se faz a ejaculação. Uma ejaculação emite 3 ml a 4 ml de esperma, contendo cerca de 100 milhões de espermatozoides por ml. A produção de espermatozoides pode ocorrer por toda a vida.
        Os espermatozoides móveis chegam até a uretra pelos canais deferentes. Durante os momentos que antecedem o ato sexual, o pênis enche-se de sangue e torna-se ereto, o que permite sua introdução na vagina da mulher para depositar o esperma.
        Durante o ato sexual, as glândulas bulbouretrais produze uma secreção de limpeza e neutralização da uretra. O ponto alto do ato sexual, o orgasmo, para o homem, coincide com o momento da ejaculação.

Sistema genital feminino

        O sistema genital feminino tem dupla função: emissão de gametas femininos , os óvulos, e gestação em caso de fecundação de um óvulo.
        As células que dão origem aos óvulos são produzidas pelos ovários, glândulas de 3 cm a 5 cm de comprimento.
        Nos ovários ocorre a maturação dos gametas e são produzidos os hormônios sexuais femininos: estrógeno e progesterona.
        A partir da puberdade, cerca dos 12 anos, atpe a menopausa, perto dos 50 anos, todos os meses, por volta do 14º dia após o primeiro dia da menstruação, um ovócito sai de um dos ovários e alcança a tuba uterina, onde poderá ser fecundado por um espermatozoide.
        O útero guarda o óvulo depois de fecundado, ou embrião, e aloja o novo ser até o nascimento.
A vagina é um canal que liga o útero com o exterior. Nas meninas que nunca tiveram relação sexual, a entrada da vagina é parcialmente fechada por uma membrana, o hímen.
        O pudendo feminino é a parte externa do sistema genital feminino.

Ciclo sexual da mulher

        Um dos folículos ováricos vesiculosos, amadurecido pelo hormônio foliculestimulante (FSH) libera seu ovócito. Enquanto o folículo não libera o ovócito, ele vai produzindo estrógeno, hormônio que prepara o útero para uma eventual gestação.
        O ciclo menstrual tem início no primeiro dia da menstruação e, geralmente no 14º dia, o folículo ovárico expulsa o ovócito. É a ovulação.
        Depois da liberação do ovócito, ele passa a ser chamado corpo-lúteo ou corpo-amarelo, que secreta progesterona, hormônio que leva a um espessamento ainda maior dos vasos sanguíneos da mucosa uterina ou endométrio.
        Desde a ovulação, o corpo-lúteo é mantido pelo hormônio luteinizante (LH), porém a produção de progesterona ocorre por tempo limitado e com a queda do seu nível há descamação do endométrio, sangramento chamado menstruação, no 28º dia. Um atraso grande da menstruação pode ser um sinal de gravidez.
        Tendo sido eliminado, o ovócito leva cerca de três dias para se deslocar do ovário até o útero dentro da tuba uterina. O tempo que o ovócito permanece na tuba uterina é considerado período fértil da mulher. Se ela tiver relações sexuais nesse período, pode engravidar. Considerando que os espermatozoides podem permanecer vivos na tuba uterina por até três dias, uma mulher que tiver relação sexual no 11º dia do ciclo pode engravidar.